Mostra de cinema socioambiental reúne 29 filmes gratuitos em Manaus neste fim de semana

Por Blog do Maumau

A Ecoa – Mostra Socioambiental de Cinema de Manaus volta para sua 2ª edição neste fim de semana, de sexta (22) a domingo (24), com 29 filmes e entrada gratuita. A abertura será no Cineteatro Guarany, na Villa Ninita (anexa ao Palácio Rio Negro, na Avenida Sete de Setembro), e as sessões de sábado e domingo acontecem no Teatro Gebes Medeiros (Avenida Eduardo Ribeiro, 937), sempre acompanhadas de debates curtos. Além do cardápio robusto — três longas e 26 curtas —, a mostra reforça acessibilidade com três sessões acessíveis por dia no fim de semana. Cinema de graça, pauta quente e debate depois: dá para chamar de combo completo.

O que vai rolar

  • Programação: 29 títulos, sendo três longas-metragens e 26 curtas. Seis produções são do Amazonas ou dirigidas por cineastas amazonenses — ótimo antídoto contra o clichê de “olhar de fora” sobre a Amazônia.
  • Longas selecionados: Do Colo da Terra (Renata Meirelles e David Vêluz), Mato (Severino Neto) e Xingu, nosso rio sagrado (Angela Gomes).
  • Acessibilidade: três sessões acessíveis por dia no sábado e domingo, seguidas de debates curtos.
  • Onde: abertura no Cineteatro Guarany (Villa Ninita, anexa ao Palácio Rio Negro); demais sessões no Teatro Gebes Medeiros (Av. Eduardo Ribeiro, 937). O Palácio Rio Negro, aliás, é um marco histórico de Manaus — antiga sede do governo do Amazonas e hoje centro cultural — que dá um charme a mais à estreia.

Crescimento e recorte amazônida

Segundo a organização, a curadoria recebeu mais de 200 inscrições de todo o Brasil — salto expressivo em relação ao primeiro ano, quando foram 110 trabalhos. Henrique Amud, que dirige o evento ao lado da gestora socioambiental Shalimar Lima, ressalta que a mostra quer fortalecer a Amazônia como espaço de produção cultural e de debate sobre questões socioambientais. Concordo sem pestanejar: quando a vitrine cresce, o mercado olha; quando o Norte fala por si, o país escuta melhor. E ver essa curva de crescimento em apenas uma edição diz muito sobre a sede (de público e de realizadores) por cinema que se compromete com território e meio ambiente.

Por que importa (e por que você deveria ir)

  • Protagonismo local: valorizar o cinema feito em Manaus e na região Norte ajuda a ampliar a representação da Amazônia a partir de quem vive o território, como destaca Shalimar Lima. Trocar filtro sépia por experiência real é sempre uma boa ideia.
  • Debate socioambiental: num momento em que clima e justiça ambiental pautam discussões globais, Manaus vira sala de aula e sala de cinema ao mesmo tempo — com a vantagem do ar-condicionado e sem prova no final.
  • Acesso: gratuito e com sessões acessíveis. Cultura que chega mais longe é cultura que transforma.

Quem assina e quem apoia

A Ecoa é idealizada pela produtora audiovisual duplofilme e pela OCA Amazônia, e foi contemplada por edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, executado pela Prefeitura de Manaus por meio do Conselho Municipal de Cultura, com recursos do Ministério da Cultura. Em bom português: política pública funcionando e chegando onde tem que chegar — aos espaços culturais e ao público. Quando esse circuito fecha (gestão, fomento, curadoria e exibição), o resultado é exatamente esse tipo de mostra que mexe com a cidade.

Serviço

  • Quando: de 22 a 24 de setembro (sexta a domingo)
  • Abertura: sexta (22), 18h, Cineteatro Guarany — Villa Ninita, anexa ao Palácio Rio Negro (Av. Sete de Setembro)
  • Sessões do fim de semana: sábado (23) e domingo (24), Teatro Gebes Medeiros (Av. Eduardo Ribeiro, 937), com três sessões acessíveis por dia e debates curtos
  • Quanto: entrada gratuita

Fecho do Maumau

Com 29 filmes, debates e um recorte que coloca os povos amazônidas no centro da narrativa, a Ecoa não é só uma mostra — é um lembrete de que a Amazônia também se escreve com câmera na mão e repertório afiado. Vai por mim: dá para aprender, se emocionar e ainda sair com assunto para o jantar. E de graça. Se isso não é bom cinema, eu não sei o que é. Nos vemos na fila.

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